quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Vivi não escreve mais sobre amor!


Eu tenho medo de que uma hora a cabeça em efervescência não aguente e sucumba.

Que o corpo em entrega aos males do vazio, não suporte e esvaeça.

E que as relações sempre em constante profusão de mudanças se tornem o que de mais obsoleto possa existir.

E só então a paciência passará a ser algo crível e utilitário.

E o tempo...  o  tempo se transformará em pele e sangue.

Nunca mais estará fora.

Nunca mais estarei fora. 

Constituirei-me  com uma parte de mim e entenderei que a separação não é mais necessária.


Nunca mais estarei fora! 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Pour mon ex-amour!

Pour mon ex-amour!

Ne regardez pas agressive séparation.

Je ne veux pas créer n'importe quel type de situation. Toutes possible ont déjà été créés, insistant sur le fait que l'entreprise perd du temps que nous avons.
La distance sera en quelque sorte prendre soin de toutes les blessures, les larmes et les pierres laissés au bord du chemin. S'il vous plaît respecter l'espace, l'individualité, et surtout du temps.
Cette fois-ci, qui a écrit et déjà effacé de notre histoire, si elle a jamais existé.
J'ai besoin d'air, de liberté, de comprendre, s'il vous plaît comprendre.
Ne sais pas comment sera le lendemain, le mois ou l'année, mais maintenant comprendre ... Je ne peux pas être ce qu'elle était avant. J'ai changé / mute et vous aussi changé.
S'il vous plaît comprendre. Ce qui existait et existe depuis plus maintenant.
Peut-être quelque chose de nouveau et complètement différent né quelque temps. Mais pas maintenant.

Maintenant, non.

Ps: Tradução mal feita por um péssimo editor para um assunto que não deveria existir. 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Sonho

Eu sonhei essa noite com uma enxurrada de águas claras e bem limpas que desciam de um morro no Rio de Janeiro... de alguma forma essa enxurrada ia passar por mim e não tinha como desviar... Da primeira vez como que por mágica eu não fui atingida, e quando a segunda estava por vir eu conheci uma amigo que me colocou em um carro para tentar nos proteger... E a segunda veio, e nós passamos por dentro dela como se fosse uma onda... estávamos dentro dela mas nem nos molhávamos... e então veio uma espécie de ressaca... um finzinho de enxurrada que vinha mais fraca mas era considerada a pior... essa nos virou de ponta cabeça dentro do carro mas não nos causou nenhum arranhão...

Quando eu acordei fiquei pensando em como aquelas águas claras e limpas podiam machucar e causar a morte em muitos... e como eu era sortuda de passar por ela e sair sem nenhum arranhão...
Hoje ele me disse não.
Como a enxurrada as lágrimas escorrem dos meus olhos e espero que levem tudo o que a enxurrada levou... a diferença é que essa me arranhou...

terça-feira, 28 de maio de 2013

Sobra Uma Falta


A dor maior vem do pedaço que falta.
A dor vem daquilo que não existiu.
Tenho saudade de tudo aquilo que não tive com você!
Dos momentos apaixonados que não vivemos juntos.
Das noites que não passamos fazendo juras de amor.
Dos cafunés que não existiram enquanto nós não assistíamos aquele filme.
Dos cafés da manhã apaixonados que nós não tomamos ao acordar.
Da vez em que você não me agarrou em frente à todos naquele show em que nós não fomos juntos.
Da noite em que nós não nos abraçamos embaixo daquela árvore e que não ficamos olhando para as estrelas planejando qual seria o nosso próximo passo.
Nós nunca tivemos um próximo passo.
Nós nunca demos nenhum passo juntos.
Caminhamos um em cada canto com a vontade de não estarmos juntos e de não nos encontrarmos.
E mesmo que tudo isso tivesse acontecido ao contrário, agora ainda estaria faltando uma parte.
A dor vem daquilo que está faltando... nesse caso faltando porque nunca existiu.

Você já desistiu de você.

E tenho coragem agora para declarar que também desisto.

Desisto de você para não desistir de mim!


segunda-feira, 20 de maio de 2013

ambiguidadeinconstante


Viro as pupilas deixando apenas o branco reluzir no lado de fora.
E tento de alguma maneira entender.

Mas o olhar de dentro é turvo.

E esse caminho para o interior é cheio de teias como a das aranhas que em seu emaranhado   com formas longilíneas e vermelhas vão prendendo todas as lembranças.

Se existisse uma balança qual lado iria pesar mais? 

Você. 
Você sabe o que foi bom ou ruim?

Ambiguidade e inconstância... são elas  que me tocam e  com as  pontas  dos  dedos me conduzem para um  labirinto de musgo bem verde que  tem fim  naquela rua sem saída, cheia de Chorões que tocam o chão com seus longos galhos de folhas embebidas em orvalho.

Os olhos então conseguem enxergar uma cena: 

  “A cura e a doença habitando a mesma cama, o mesmo laço, o mesmo sussurro na madrugada.”

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Melissa

E hoje eu pensava no que fazer para Melissa se acalmar
Melissa é rápida
              constante
Melissa é ligeira
E Melissa é frágil
               preocupada
Melissa é faceira
E hoje Melissa se perdeu na rapidez constante da vida
               Calma Melissa
               Calma Melissa
E procurando a calma para dar à Melissa
A peguei nas mãos

A deitei nas águas
Fiz a efusão
E tomei Melissa,
para me acalmar...
 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Atrás da minha poesia!

Atrás da minha poesia
na noite de Segunda-feira no Carnaval
alguém escreveu mais duas.

Publico aqui para que não se esqueça
e o dono se quiser apareça.

(...) Se passaram quatro luas
e só hoje eu descobri que era eu quem deveria
                                                            ter mudado
Sempre repito
as roupas
os erros
e os estragos (...)
(Anônimo)

(...) Aqui, mas tão longe
Aqui, é em nenhum lugar
olhando o horizonte (...)
(Anônimo)

(Mentiras)

Não adianta eu me declarar,
me dedicar, me entregar
Não é a mim que você quer!
                                           (Mentira)
Não adianta eu me fantasiar
aos outros encantar
Não é a mim que você quer!
                                           (Mentira)
Não adianta eu me preocupar
estar à disposição, me preocupar
Não é a mim que você quer!
                                           (Mentira)
Não adianta os que estão a sua volta
e a minha volta, pronunciar e repetir
Não é a mim que você quer!
                                           (Mentira)
E nem adianta você, a musica
que eu mais gosto tocar
Não é a mim que você quer!
                                           (Mentira)
E eu?
Eu não quero mais;
Não é a mim que você quer!
                                           Mentira!


segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

3 da manhã!


Eu lembro o dia em que ele chegou de táxi, às 3 da manhã e nunca mais se foi.  Mas isso não importa.

Eu lembro o dia em que ele chegou de táxi, às 3 da manhã e me trouxe chocolate. Mas isso não importa.

Eu lembro o dia em que ele chegou de táxi, às 3 da manhã e enquanto eu conversava no quarto ao lado, ele se despia. Mas isso não importa.

Eu lembro o dia em que ele chegou de táxi, às 3 da manhã e disse o quanto eu era gostosa. Mas isso não importa.

Eu lembro o dia em que ele chegou de táxi, às 3 da manhã e nunca mais se foi. Ou se foi. Mas isso não importa.

Eu lembro o dia em que ele chegou de táxi, às 3 da manhã.
...
Mas isso não importa.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Uma História Muito Engraçada!


       Na verdade é engraçado mesmo
       É tipo uma comédia dessas em que o mocinho faz tudo certinho mas no final tropeça deixando tudo cair em cima da cabeça dele.
       E aí a gente rí.
       Rí, porque é engraçado mesmo, ou porque a gente sente vergonha alheia, ou porque a gente tem dó.
       Mas a gente rí.
       E não tem como não rir.
       E tudo acontece em um dia de eclipse. Dizem que acontecerá um fenômeno na terra em que ficarão muitos dias na escuridão... Demorará para verem o sol nascer novamente. É um fenômeno que acontece de muitos em muitos tempos, e que nunca se sabe quanto tempo demorará pro dia clarear... mas ele clareia... um dia.
      Nessa história temos uma mocinha.
     Ela é desses tipos engraçadinha, sabe? Dessas que não é nem bonita, nem muito feia, nem alta, nem muito baixa, nem preta, nem muito branca... Ela é engraçadinha. Não é sexy, e nem se atenta muito pra beleza. Tem seu próprio estilo, que não é fashion, mas também não é ridículo. É normal. Normal não. É engraçadinha.
     Descobri que é mais digno falar que algo é engraçadinho... assim se anula a culpa de achar aquilo extremamente deprimente e ter pena. Não se diz o que se acha realmente. Se diz que é engraçadinho...
     Voltando a nossa mocinha, ela levava uma vidinha mais ou menos, num trabalho mais ou menos, numa escola mais ou menos. Morava em uma casa mais ou menos, num bairro mais ou menos... Ia a bares mais ou menos, ouvia música mais ou menos...

     Então perdeu o seu olhar em um rapaz com olhar de menino sapeca e sorriso de quem aprontou... Ele era mais.
     Ele também olhou pra ela. Ele não se achava mais. Na verdade ele sempre se julgou menos.
     A junção foi imediata. Foi uma troca de potências, sinais, até a matemática ficou confusa...
     Ela se sentia mais... Não era mais normal. Nem Engraçadinha.
     Ela era... somente era.
     Ele demorou pra dizer pra ela no que ele havia se transformado. Ela conviveu muito tempo ao lado dele, sem entender o que de fato havia se alterado no menino de olhar sapeca.
Até que um dia ele disse. Disse tudo. Disse muito. Disse tanto que a mocinha , resolveu gravar tudo em fitas k7’s bem pequenininhas... Tudo o que ele disse ia ficar registrado pra sempre, e a partir dali uma nova história ia nascer.
     E a nossa mocinha ficou tão feliz, mas tão feliz que voltou a ser engraçadinha...
     Saiu flutuando com as fitinhas todas na mão. Aquele era o seu tesouro.

     Então parou pra amarrar o All Star, e colocou o tesouro no chão. Passou um cachorro e a mocinha foi lhe dar algo pra comer... pegou um pacote e entregou ao animalzinho... o pacote errado. Entregou todas as fitas e ficou com o lanche de mortadela nas mãos. Quando se deu conta procurou o cachorrinho, mas ele quando viu que não tinha nada pra ser alimentar levou o tesouro até um poste. Ela correu com o sapato desamarrado e quando ia chegar perto do poste caiu com a saia levantando e mostrando toda sua calcinha, que era rosa cheia de rendinhas brancas. Levantou-se, mas não foi tão rápida quanto o lixeiro, que pegou o pacote e jogou no caminhão. Ela tentou correr atrás mas suas perninhas eram curtas demais pra alcançar a rapidez do caminhão.
     Acontece que o lixeiro viu um nome escrito no pacote...
     “Rapaz de olhar de menino sapeca”. Putz... ele conhecia esse rapaz. Aliás, quem não conhecia esse rapaz. Assim que encerrou o expediente ele levou o pacote até o rapaz, junto de algumas cervejas...

- Olha aí, encontrei esse pacote no lixo. Mas como tem seu nome achei melhor trazer até você.

     Há essas horas nossa mocinha, já tinha chorado, se descabelado, brigado com o cachorrinho, brigado com o All Star... E estava voltando até a casa do Rapaz de sorriso de quem aprontou pra tentar se desculpar. Ela e o cachorrinho, que acabou se tornando seu melhor amigo. 
     De longe, ele olhou pra ela. Ela sentia a decepção do olhar.
     Ele não disse nada.
     Ela tentou dizer.
     Dizer que não foi exatamente culpa dela, que ela não teve intenção, que foi um acidente, mas que ela sabe que tudo o que ele disse era verdade, que ele se entregou e ela também, e que o que os dois tem agora, ela nunca teve e nem nunca terá com ninguém...
     Quando ela se aproximou ele sussurrou:

- Não há nada que não se cure na manhã seguinte.

     Poxa, custava xingar, esbravejar, falar que ela é uma idiota, que ele confiava nela, que ela estragou tudo, que não há desculpa, que ele está muito bravo... sei lá...

     Ela então resolveu esperar amanhecer...

     Acontece, que era um dia de eclipse...

     Não é engraçado?


domingo, 13 de janeiro de 2013

Volta.

7 de janeiro de 2013

Ainda sinto o balanço do mar...
Ainda ouço o som da mistura de águas...
Ainda sinto o cheiro forte da terra molhada...
Ainda olho pro céu procurando a imensidão de estrelas...
Ainda penso que é só caminhar dois minutos pra encontrar as ondas...
Ainda ouço o barulho das folhas das árvores em frente ao rio...
Ainda fecho os olhos e espero acordar com o sol dizendo bom dia...
Ainda espero o café quente antes do primeiro mergulho...
Ainda piso o chão esperando o impacto da areia...
Ainda anseio o fim da tarde pro encontro com a música...
Ainda estou lá...
Embora esteja aqui...
As vezes é difícil voltar.