Eu tenho medo de que uma hora a cabeça em efervescência não
aguente e sucumba.
Que o corpo em entrega aos males do vazio, não suporte e
esvaeça.
E que as relações sempre em constante profusão de mudanças se
tornem o que de mais obsoleto possa existir.
E só então a paciência passará a ser algo crível e
utilitário.
E o tempo... o tempo se transformará em pele e sangue.
Nunca mais estará fora.
Nunca mais estarei fora.
Constituirei-me com
uma parte de mim e entenderei que a separação não é mais necessária.
Nunca mais estarei fora!