segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

E tudo bem!


É muita informação...
Não sei como lidar com isso não...
Muita coisa ao mesmo tempo
E também a sensação de nada nas mãos
Você me deu muito
Eu te dei muito
E eu por te dar quase tudo fiquei sem nada
Você por me dar quase tudo ficou sem nada
E agora somos dois
Um em cada canto
Com muito e nada ao mesmo tempo
É muita informação...
Ah... uma coisa sua ficou comigo...
Mas eu já não sei mais o que é
E tem uma coisa minha que ficou com você.
Mas você também não sabe o que é.
E essa história termina assim como muitas outras...
Era uma vez uma história que tinha tudo pra dar certo.
Mas não deu.
Ou ainda não deu.
Ou talvez não dê mesmo.

Fim.

E tudo bem!

minha MENINA coragem!


Quando você passou como um lampejo à minha frente eu não te reconheci.
Mas fiquei curiosa pra saber de onde emanava aquela presença que tinha tanta luz que me cegava.
Fui ao seu encontro e olhei dentro dos olhos daquela figura pra te ver. Você estava bem lá no fundo. Mas era você. Diferente.
O impacto da transformação me deixou um pouco confusa e me trouxe à memória um momento anterior em que falávamos sobre afirmação. E estética. E arte.
Minha menina coragem.
Na verdade muita coisa passou pela retina enquanto admirava a sua obra.
Passou desde o dia que te vi a primeira vez, que por coincidência ou não era no mesmo lugar em que nos encontrávamos.
Praticamente o mesmo vento com cheiro de terra molhada passava entre nós.
E lembrei de quando eu senti a vida se criando no seu ventre.
E lembrei de ter segurado o fruto de uma história de amor nos meus braços.
E lembrei de te ouvir falar “meu marido” e achar graça.
E lembrei de tê-los confundido (você e o marido) com dois adolescentes pegando fogo de amor encostados em uma parede.
E lembrei do xêro no cangote que eu ganhei de você ao acordar.
E lembrei que ao acordar no outro dia depois de tanto ter admirado, apalpado e beijado a sua obra, eu chorei.
Não sei ainda porque, eu passo por um momento de muita confusão, um turbilhão de emoções nestes últimos dias. Mas sei que não é nada de ruim.
Tem um pouco de sensação de liberdade que almejo tanto para mim, e eu vi sendo realizada em você.
E nem faz muito que te conheço.
Nem precisa.
E mais importante ainda do que te amar, eu te respeito.
Você é linda.
Minha menina coragem. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Num copim d'agua.


As tempestades precisam parar de acontecer.
Em copos de água.
Mas elas não param. E muita coisa é atingida nesse redemuinhofuracãotsunami. Dentro do copo. E as lágrimas que se vão junto com a destruição enchem bem mais que um copo. Ou dois. Ou três. Ou quatro. Ou cin...
                E a consciência de que elas estão em copos trazem a perplexidade. É um olhar que vem de fora e vem de dentro. Ao mesmo tempo.
                É possível se afogar em 200 ml de tempestade. Ou 200 litros. Ou 200 anos. Depende do dono da tempestade. Ou do copo.
                E o engraçado é que para quem segura o copo e balança ele ininterruptamente, destruindo completamente tudo o que quem está dentro do copo tem, a tempestade não passa de um chocalhozinho.
                E assim cada vez mais tudo se torna grande e pequeno ao mesmo tempo.

                Tudo depende do ponto de vista.

                Ou do tamanho do copo.