sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Num copim d'agua.


As tempestades precisam parar de acontecer.
Em copos de água.
Mas elas não param. E muita coisa é atingida nesse redemuinhofuracãotsunami. Dentro do copo. E as lágrimas que se vão junto com a destruição enchem bem mais que um copo. Ou dois. Ou três. Ou quatro. Ou cin...
                E a consciência de que elas estão em copos trazem a perplexidade. É um olhar que vem de fora e vem de dentro. Ao mesmo tempo.
                É possível se afogar em 200 ml de tempestade. Ou 200 litros. Ou 200 anos. Depende do dono da tempestade. Ou do copo.
                E o engraçado é que para quem segura o copo e balança ele ininterruptamente, destruindo completamente tudo o que quem está dentro do copo tem, a tempestade não passa de um chocalhozinho.
                E assim cada vez mais tudo se torna grande e pequeno ao mesmo tempo.

                Tudo depende do ponto de vista.

                Ou do tamanho do copo.

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