Viro as pupilas deixando apenas o branco reluzir no lado de fora.
E tento de alguma maneira entender.
Mas o olhar de dentro é turvo.
E esse caminho para o interior é cheio de teias como a das
aranhas que em seu emaranhado com formas longilíneas e vermelhas vão prendendo todas as lembranças.
Se existisse uma balança qual lado iria pesar mais?
Você.
Você sabe o que foi bom ou ruim?
Ambiguidade e inconstância... são elas que me tocam e com as pontas dos dedos me conduzem para um labirinto de musgo bem verde que tem fim naquela rua sem saída, cheia de Chorões que tocam o chão com seus longos galhos de folhas embebidas em orvalho.
Os olhos então conseguem enxergar uma cena:
“A cura e a doença habitando a mesma cama, o
mesmo laço, o mesmo sussurro na madrugada.”
Nenhum comentário:
Postar um comentário